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Voltar 11/05/2019 - O Globo

IMPORTAÇÃO

Guedes quer cortar tarifa de importação em 10%

Ministro diz que abertura da economia precisa ser ‘exponencial’ para não quebrar a indústria. Ele defende o programa de privatizações e critica a política de campeões nacionais, destacando que BNDES não pode ser fábrica de privilégio

Oministro da Economia, Paulo Guedes, disse ontem que pretende fazer um corte gradual de 10% nas tarifas de importação, buscando uma abertura da economia. Ele participou do 31º Fórum Nacional, na sede do BNDES, no Rio.

—A abertura da economia tem que ser exponencial, não pode ser linear, senão você quebra a indústria brasileira. Vamos baixar a tarifa média em 10%, sendo 1% no primeiro ano, o dobro no segundo, o triplo no terceiro e o quádruplo no último ano —explicou Guedes. Durante o evento, o ministro chorou ao relembrar o economista João Paulo dos Reis Velloso, ex-ministro do Planejamento e idealizador do Fórum, que morreu em fevereiro deste ano:

— Ele (Reis Velloso) era um cara e tanto. Era uma das referências. Tínhamos pontos de vistas às vezes diferentes, mas o respeito pelas ideias era a marca do ministro. Foi uma convivência longa. O ministro falou de sua primeira participação no Fórum, quando um representante da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fez ataques à economia.

— Eu estava em um painel com o bispo para discutir pobreza. Ele fez um discurso e atravessou todos os conceitos econômicos. Se tinha dez conceitos clássicos, ele violava os dez. Fiquei em choque e disse: “Osenhortemamaiorredede distribuição do país. São três mil municípios, com duas a três igrejas. Se o senhor está muito preocupado com a pobreza, acho que deveria distribuir preservativos nas missas”. E não fui mais convidado para o Fórum —lembrou Guedes. O ministro fez uma ampla defesa do programa de privatizações e criticou apolítica de “campeão nacional” do BNDES, implantada pelo PT: — Vamos mergulhar no saneamento e acabar com essa história de campeão nacional. Quemf az issoéo mercado. Aqui não pode ser uma fábrica de privilégio. Onde estão as potenciais indústrias que foram plantadas? Temos que despedalar o BNDES.

Fonte: O Globo, 11 maio 2019
by vm2

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