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Voltar 24/05/2019 - BrasilPostos

Conheça a Unidade Abastecedora

Conheça a Unidade Abastecedora ou Bomba de Combustível.

Você que trabalha neste segmento conhece as principais informações sobre a Bomba de Combustível ? Leia o post e fique por dentro !


Se existe uma atividade que serve como exemplo de regulamentação metrológica e conformidade de produtos e serviços, essa atividade é o segmento dos postos de combustíveis. 

Por isso, a lista de instrumentos de medição e de equipamentos sujeitos à metrologia legal que têm nos postos de combustíveis é extensa.  

Neste post vamos falar sobre as bombas de combustíveis também conhecidas como unidade abastecedoras. 
As bombas de combustível são nossas velhas conhecidas pois talvez seja o equipamento mais conhecido do posto uma vez todos, de motoristas a funcionários têm contato direto com ela.

Elas medem e registram a quantidade de combustível fornecida aos veículos e calculam o valor a ser pago pelo consumidor. 

Bombas de combustível são instrumentos de medir sofisticados, com muita tecnologia digital incorporada. Elas são verificadas pelo Ipem-SP ainda na fábrica (verificação inicial) e também nos postos (verificação subsequente) de modo a manter as suas características metrológicas e coibir práticas abusivas que lesam o consumidor. A fiscalização pode ocorrer a qualquer tempo, várias vezes ao ano. Sua função é abastecer os veículos.

O equipamento é alimentadoa através de uma tubulação ligada aos tanques subterrâneos. 
Este equipamento é composto de bico abastecedor, bloco de medição e bomba de sucção. A ligação elétrica necessária ao funcionamento da bomba e dos motores deve ser selada de forma a garantir que não haja explosões devido a faíscas.

Os principais componentes de uma unidade abastecedora são:
Motor elétrico: responsável por acionar a unidade de bombeamento, deve ser a prova de explosão. 
Dispositivo medidor: é o componente responsável pela medição do volume de combustível a ser entregue. 
Dispositivo indicador: é o componente destinado a indicar o resultado da medição, podendo ser mecânico ou eletrônico. 
Dispositivo separador e eliminador de ar e gases: é o componente destinado a separar e eliminar continuamente, o ar e outros gases misturados ao líquido a ser medido, de modo que somente este penetre nas câmaras medidoras. 
Sistema de bloqueio: é o componente ou função destinado a impedir que o conjunto de bombeamento volte a funcionar, após uma medição, sem que os indicadores retornem a zero.
Totalizador de volume: dispositivo destinado a indicar o total de volume acumulado entregue pela unidade de abastecimento. 
Unidade de bombeamento: é o componente que aspira o líquido do reservatório e o recalca através dos demais componentes do sistema hidráulico.

Acessórios da Unidade Abastecedora
Para que uma Bomba Abastecedora funcione corretamente e faça a entrega do combustível com precisão e segurança é necessário que sejam adaptados acessórios para a transferência do combustível. Alguns destes equipamentos como o bico automático, a mangueira e o breakaway devem possui certificação no Inmentro. 

Abaixo listamos os principais acessórios de uma bomba de abastecimento: 
a. Mangueira de Abastecimento: É o tubo flexível através do qual o líquido medido é escoado (deve ser aprovada pelo INMETRO e medir no máximo 5 metros). 
b. Bico Automático: É o componente que, conectado a mangueira, permite controlar o fluxo do líquido medido, durante a operação de entrega de combustível. 
c. Breakaway: Válvula de segurança projetada para romper-se e bloquear o fluxo de combustível quando a mangueira é submetida a uma determinada força detração. 
d. Mangote: Dispositivo que conecta o breakaway junto à mangueira de abastecimento. 
e. Junta Giratória (Swivel): Dispositivo projetado para melhorar a mobilidade do bico de abastecimento. Protetor de Respingo: Rodilha que evita que a evaporação do benzeno durante o abastecimento atinja diretamente o frentista. 
f. Densímetros Termocompensados: Instrumento que determina a densidade do álcool combustível. São usados para determinar a densidade (relação entre a massa e o volume) de vários tipos de substâncias. Este densímetro em particular funciona acoplado à bomba de etanol. Sua presença na bomba é obrigatória, pois é através dele que o consumidor pode verificar se o produto foi adulterado (com o acréscimo de água, por exemplo) ou se mantém a sua composição química sem alteração.  Os densímetros são verificados nos laboratórios metrológicos do Ipem-SP antes de serem colocados em uso.

O que você deve saber sobre a Fiscalização das Bombas de Abastecimento 

No Brasil, a fiscalização de bombas de combustível é um assunto importante para os donos de postos e para os consumidores. É que bombas adulteradas podem resultar em muitos problemas para o negócio, inclusive legais.

A fiscalização de bombas de combustível é uma ação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para penalizar os postos que infringem regras na instalação ou manejo de suas bombas. Busca, nessas ações, interditar aqueles postos que ofereçam problemas na qualidade dos combustíveis que vendem ou que operem sem autorização.

A ANP, durante essas fiscalizações, pode também autuar o posto por outras irregularidades, como uma bandeira branca mostrando marca comercial, a ausência de uma planta simplificada do negócio ou a não atualização cadastral dos bicos de abastecimento. A falta de kits de análise, termodensímetros alterados e a audiência de documentos obrigatórios também podem ser um problema.
Em geral, a fiscalização de bombas concentra-se em garantir: que a gasolina tenha, no máximo, 27% de etanol; que não exista nenhum tipo de rompimento de lacres em relação a possíveis interdições anteriores; que a bomba tenha marcação correta; que a bomba é segura para uso no ambiente; que há certificação dos componentes e etiquetas; que o posto não comercializa produtos fora das especificações dispostas em lei.
Dessa forma, é essencial ficar atento para a fiscalização de bombas de combustível, pois é ela que certifica que o equipamento em seu posto está apto para funcionar como projetado. Caso não esteja, todos os três órgãos (Inmetro, ANP e Ministério do Trabalho) podem impor sanções ao negócio, como multas ou fechamento temporário do posto. Para passar nas inspeções rotineiras, é preciso que o dono do posto esteja atento para o que é fiscalizado e evite cometer irregularidades, ainda que por acidente. É fundamental confirmar que toda a infraestrutura do local e as condições de segurança necessárias para que ele funcione estão dentro das normas.

Quando há bombas adulteradas, várias punições são possíveis durante a fiscalização de bombas de combustível. As principais delas são: a notificação; a autuação; e a interdição. A partir do momento em que fiscais verificam que um posto comete irregularidade, o primeiro passo é a notificação. Nela, constam os pontos que devem ser otimizados pela gestão para garantir que o posto passe nas inspeções.
Sem essa notificação, o processo punitivo não pode ser iniciado, portanto, ela deve vir com um prazo para que as adaptações na bomba de combustível sejam feitas pelos empresários. Um simples desgaste de mangueira, por exemplo, pode gerar uma notificação, com prazo determinado para a sua troca.
Ao final desse prazo, o fiscal retorna ao posto esperando encontrar o equipamento substituído e o problema corrigido. Caso isso não aconteça, o processo punitivo é iniciado.

Esse processo pode ser antecipado em situações nas quais o fiscal percebe que há a intenção de fraudar. Ou seja, que o dono do posto propositadamente cometeu uma irregularidade. Nesses casos, a notificação e a autuação são feitas rapidamente, oferecendo ao dono do posto um período para se defender das acusações.
Na pior das hipóteses, ou seja, quando acontecem notificações e autuações e o dono do posto não consegue se justificar em relação a elas, o posto é interditado. Essa interdição é feita lacrando as bombas de combustível, e o rompimento desse lacre é também uma irregularidade. A partir da interdição, o dono do posto pode regularizar a sua situação, mas voltar a vender combustível enquanto as bombas permanecem lacradas pelos órgãos governamentais pode resultar em novos problemas.

Para cuidar das bombas de combustível do posto e garantir que elas serão aprovadas em uma fiscalização, é preciso contar com uma equipe de manutenção credenciada pelo Inmetro. 

O aconselhável é sempre contar com uma avaliação do fabricante, que garante que a sua empresa estará pronta para manter aquela bomba em dia. Segurança é um dos aspectos quanto aos quais os profissionais credenciados previamente podem não estar atualizados, o que exige que a sua empresa tenha um bom relacionamento com fornecedores, para reconhecer o que é perigoso para frentistas e outros funcionários do posto.

Adquirir equipamentos de qualidade é essencial na hora de se proteger da fiscalização de bombas de combustível. É que, após um período de garantia, a responsabilidade passa a ser do dono do posto, e não mais do fornecedor, o que significa que a sua empresa é que terá de arcar com os prejuízos, independentemente de quem seja a culpa.

Então, qualquer alteração nos produtos também significa que seus produtores podem ser penalizados durante uma fiscalização. Existe uma portaria de aprovação para as bombas de combustível e ela deve ser observada mesmo quando o dono dos equipamentos resolve fazer uma manutenção ou reparo neles.
Comprar de um fornecedor certificado e confiável vai lhe garantir um bom equipamento, que está pronto para ser aprovado pelos órgãos de fiscalização. Esse fornecedor pode lhe oferecer dicas e opcionais que farão as bombas do seu posto melhores, aprovando-os previamente junto ao Inmetro.
Escrito por Renato da Silveira –  Professor, consultor e palestrante é especializado em estratégias de marketing digital e inbound marketing para o segmento de postos de combustíveis e lojas de conveniência. É sócio fundador do Portal Brasil Postos. www.brasilpostos.com.br 


Quem somos  - A CSMEPS – Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Postos de Serviços e Soluções de Abastecimento foi criada em abril de 2016 para dar foco em sistemas  de armazenamento, transferência, filtragem, abastecimento e controles de fluidos, em especial combustíveis e derivados, englobando empresas associadas à ABIMAQ que produzem máquinas e equipamentos para todos os segmentos desde Postos de Serviços, Distribuidoras de Combustíveis, Transportadoras, Grandes Consumidores, Portos e Aeroportos, Agronegócio e Pontos de Abastecimento em geral.
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