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Voltar 10/05/2019 - Informaq - edição 232 - Maio 2019

Palavra do Presidente

Urgência para crescer





Esse é o momento exato do tempo político e econômico que vivemos, onde precisamos deixar claro que o setor produtivo representado pela indústria de máquinas e equipamentos apoia incondicionalmente a reforma da Previdência para restabelecer o equilíbrio fiscal e maior justiça social e a reforma tributária para alavancar o crescimento e tirar o peso sobre as indústrias. 

Entretanto, a retomada do crescimento sustentável pressupõe a adoção simultânea de outras medidas, que elencamos abaixo:

1 - Redução sistemática do “Custo Brasil”.

2 - Prioridade ao crédito a juros de mercado, compatíveis com a atividade produtiva.

3 - Simplificação do sistema tributário com a eliminação dos impostos não recuperáveis embutidos no produto e a desoneração do investimento.

4 - Revisão da estrutura das tarifas alfandegárias que restabeleça a escalada tarifária nas cadeias produtivas. 

5 - Isonomia na competição com nossos concorrentes internacionais.

Elencando essas prioridades, quero também demonstrar a nossa preocupação com o futuro da indústria, e, principalmente, ressaltar a importância da indústria de bens de capital no processo de desenvolvimento. Por estar presente em todas as cadeias produtivas de uma economia, o setor de bens de capital destaca-se pelo seu papel difusor de progresso tecnológico.

O faturamento do setor de bens de capital foi de R$ 606 bilhões em 2016, o que corresponde a 22% da receita total da indústria de transformação. Nesse mesmo ano, a ocupação no setor registrou quase 2 milhões de pessoas, que representa 24% do pessoal ocupado da indústria em geral. 

Em 2016, no gasto de pessoal do nosso setor, R$ 13,4 bilhões foram destinados para a previdência social, ou seja, 27% da contribuição previdenciária da indústria nacional. 

O setor consome 24% do valor demandado de matérias primas da indústria total, além disso, bens de capital responde por 23% da compra de energia elétrica e combustíveis, feitos pela indústria de transformação. Isto é, máquinas e equipamentos corroboram fortemente na atividade econômica dos demais segmentos e insumos da economia brasileira. Consumimos mais de 25% do aço produzido no Brasil. 

Segundo dados da Unido, a produção mundial de máquinas e equipamentos esta´ concentrada na China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Itália. 

O Brasil tem posição de destaque nesse ranking. Entre os países em desenvolvimento e economias industriais emergentes, além do Brasil, somente a Índia possui uma produção expressiva neste setor.

Segundo dados do IBGE, o setor de máquinas e equipamentos representa 1/3 do investimento no país ou 5% do PIB.

Ao mesmo tempo que destacamos a importância do universo de bens de capital não podemos esquecer que de forma geral, temos tudo para crescer e impulsionar o desenvolvimento do país, diminuindo inclusive o desemprego. Concluímos que precisamos de um projeto de país, com representantes políticos que pensem na próxima geração, deixando um legado onde tenhamos a valorização de nosso potencial e com isso um crescimento compatível com o nosso tamanho e importância.

Para crescer devemos investir, não há outro caminho. Precisamos voltar a acreditar no Brasil, administrando a abundancia e não a escassez, com muita esperança, do verbo esperançar, que demanda atitude e iniciativa. 

O investimento de hoje será o crescimento de amanhã. E todos esses fatos elencados, mais a expectativa com os novos rumos que o país está tomando nos relembram uma frase de camões: “a disciplina militar prestante não se aprende, na fantasia, sonhando, imaginando ou estudando, senão vendo, tratando e pelejando”, que é exatamente o que estamos fazendo agora.

João Carlos Marchesan, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ/SINDIMAQ
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