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Voltar 30/10/2019 - Diário do Comércio

FATURAMENTO

MARA BIANCHETTI 

Faturamento recua 1,3% em setembro no Estado.

O faturamento da indústria de máquinas e equipamentos de Minas Gerais recuou 0,4% em setembro em relação ao mês anterior e 1,3% sobre igual época ano passado. Os resultados se devem principalmente ao baixo desempenho das exportações, mas não preocupam o setor, que segue otimista em relação aos próximos meses. A expectativa é encerrar 2019 com crescimento entre 5% e 7% frente ao ano anterior.

As informações são do membro do Conselho Administrativo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq-MG), Marcelo Veneroso. Segundo ele, as oscilações no faturamento industrial são normais, diante do contexto de crise econômica vivida pelo País.

No entanto, a combinação de fatores conjunturais já gera expectativa favorável para os próximos meses.

“Em setembro ainda não tínhamos aprovado a reforma da Previdência e o cenário estava um pouco mais instável.Embora os resultados não ocorram rapidamente, já sabemos que outubro responderá melhor, assim como os meses subsequentes. E, assim, esperamos encerrar o ano com faturamento entre 5% e 7% superior ao do ano passado”, declarou.

Caso a projeção se confirme, será o segundo resultado positivo da atividade após cinco anos consecutivos de quedano faturamento, acumulando 60% de perdas em Minas Gerais. Em 2018 o setor apurou crescimento de 6% em relação a 2017.

“Tendo em vista o cenário e os resultados dos últimos exercícios, consideramos a projeção interessante, já que representará mais uma recuperação das perdas anteriores. De toda maneira, já percebemos uma diferença considerável no ambiente empresarial e de investimentos no País. Ainda restam algumas lacunas a serem solucionadas,alguns acertos na parte política, mas acreditamos que o governo vai conseguir avançar também nestes pontos a partir do ano que vem”, afirmou.

Em relação ao desempenho no mês passado, a entidade revelou que o movimento das exportações de máquinas e equipamentos no Estado em relação a agosto e ao mesmo período do ano passado foi de -11,2% e -7,4% respectivamente. Os recuos, conforme Veneroso, estão relacionados ao clima externo. Segundo ele, a estagnação internacional chega a preocupar.

“Acreditamos que os recentes acordos internacionais e as visitas da Presidência da República na China, Japão e os países árabes certamente trarão recursos para o País, e consequentemente para o setor de máquinas e equipamentos. Apesar de apreensivos, aguardamos a retomada do desenvolvimento no Brasil”, disse.

Já o nível de utilização da capacidade instalada se manteve praticamente na mesma média em relação aos últimos períodos analisados, com uma média de 25% de ociosidade nas fábricas.

Empregos - Por fim, o número de pessoas empregadas caiu 0,2% em setembro em relação a agosto, e no comparativo com o mesmo mês do ano passado cresceu 1,1%. “Acreditamos que o nível dos empregos também deverá subir, porque nos próximos meses tradicionalmente observamos incremento nas entregas de fim de ano. Mesmo não sendo produtos sazonais, os bens de capital são importantes para que as empresas cumpram seus faturamentos no período fiscal”, concluiu.

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