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Voltar 30/10/2019 - Diário do Comércio

Produção cai, mas índice é o melhor em 9 anos

MARA BIANCHETTI 

Embora a indústria mineira tenha apresentado índices de produção, emprego e utilização da capacidade instalada abaixo do usual no mês de setembro, o setor produtivo registrou recordes de desempenho quando comparado com o mesmo mês dos anos anteriores. Os números podem ser atribuídos à retomada gradual da economia brasileira, que justifica também a oscilação mês a mês.

A explicação é da economista daFederação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Daniela Muniz.Segundo ela, apesar de a maioria dos resultados apurados pela SondagemIndustrial ter ficado abaixo dos 50 pontos, indicando recuo, a análise geral épositiva.

“Mesmo com os recuos observadosem relação ao mês anterior, que em alguns casos, se justificam pelo menornúmero de dias úteis, foram registrados recordes históricos na produção, nageração de emprego e na utilização da capacidade instalada. O cenário derecuperação da economia – mesmo que lento – justifica o movimento”, explicou.

De acordo com o levantamento, oíndice de evolução da produção de setembro chegou a 49,8 pontos, número abaixoda linha de 50 pontos, indicando recuo. Dessa maneira, o indicador

foi 0,9 ponto menor que overificado em agosto (50,7 pontos) e 5,9 pontos acima do apurado em igual mêsdo ano passado (43,9 pontos).

“Além disso, o índice foi omelhor para o mês desde 2010. Isso significa que o recuo da produção foi omenos intenso nos últimos nove anos”, ressaltou.

O indicador de evolução deemprego permanece abaixo dos 50 pontos há seis meses consecutivos e, emsetembro chegou a 48,5 pontos. O índice apontou relativa estabilidade frente aagosto (48,4 pontos), mas aumentou 0,4 ponto na comparação com setembro de 2018(48,1 pontos) e foi o melhor para o mês em sete anos.

Já o índice de utilização dacapacidade instalada efetiva em relação à usual, registrou 41,6 pontos no mêspassado, caindo 1,7 ponto em relação a agosto (43,3 pontos). O resultado mostraque a indústria operou com capacidade produtiva abaixo da habitual para o mês.Em contrapartida, o indicador foi 1,6 ponto superior ao observado em setembrode 2018 (40 pontos) e o mais alto para o mês em sete anos.

Apesar do leve recuo da produçãono mês, os estoques de produtos finais das indústrias apresentaram crescimentoem setembro, conforme índice de 50,2 pontos. Desta forma, as empresasencerraram o mês com acúmulo indesejado de estoques e o indicador de estoqueefetivo em relação ao planejado marcou 52,7 pontos, mostrando que a demandaficou aquém da esperada.

Expectativas - Em relação àsexpectativas da indústria para os próximos meses, Daniela Muniz ressaltou queos empresários seguem otimistas, indicando a perspectiva favorável em relaçãoao aumento da demanda. “Contribuem para o otimismo dos empresários a combinaçãode trajetória do crescimento econômico, os baixos níveis de inflação, a reduçãodas taxas de juros e, mais recentemente, a liberação dos recursos do Fundo deGarantia”, explicou.

A expectativa da demanda recuou1,2 ponto em outubro (56,4 pontos), na comparação com setembro (57,6 pontos).Apesar da queda, o índice sinalizou que os empresários esperam aumento dademanda por seus produtos. O indicador avançou 3,7 pontos em relação a outubrode 2018 (52,7 pontos) e foi o maior para o mês desde 2010 (57,9 pontos).

Os industriais também esperamelevação das compras de matéria-prima, conforme índice de 54,8 pontos. Oindicador ficou praticamente estável frente a setembro (54,9 pontos). Por outrolado, cresceu 3,3 pontos na comparação com outubro de 2018 (51,5 pontos) e foio maior para o mês desde 2009 (57,3 pontos).

O indicador de expectativa donúmero de empregados sinalizou perspectiva de aumento das contratações nospróximos seis meses pelo 12° mês seguido. O índice marcou 51,9 pontos emoutubro, com avanço de 1,7 ponto em relação a setembro (50,2 pontos). O índicetambém cresceu 3,5 pontos na comparação com outubro de 2018 (48,4 pontos), efoi o mais elevado para o mês desde 2010 (52,7 pontos).

Já o índice de intenção de investimentomarcou 55,1 pontos, recuo de 1,4 ponto em relação a setembro (56,5 pontos). Poroutro lado, avançou 3,8 pontos frente a outubro de 2018 (51,3 pontos) e foi omais alto para o mês desde o início da série histórica, em 2014.

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