Buscar por:  

Assine o RSS Noticias

Voltar 12/07/2019 - Diário do Comércio

Mineira TCS estima crescimento de 30%

THAÍNE BELISSA

Especializada em soluções de automação industrial, a mineira TCS cresce alheia à crise econômica. A empresa tem 16 anos de operação e, nos últimos três anos, triplicou o faturamento e mais do que dobrou a equipe, passando de 27 funcionários para 80. Este ano, o foco dos gestores está na expansão da carteira de clientes, principalmente nos segmentos de mineração e siderurgia. A meta é crescer 30% em faturamento, em relação a 2018.

O diretor de tecnologia da TCS,Fernando Castro Alves de Sousa, afirma que, embora a empresa tenha nascido jáem um ambiente de inovação, ela teve que se reinventar para permanecer nomercado. Em 2016, passou por uma reformulação do modelo de negócio, passando ase orientar no conceito de indústria 4.0.

A mudança de estratégia foifundamental para que a TCS atendesse às indústrias em um momento de criseeconômica no Brasil. “As indústrias sentiram o efeito da crise, mas justamentepor isso elas precisaram investir em tecnologia para ganhar eficiência ereduzir custos. Essa foi a nossa oportunidade: nós oferecemos justamente soluçõesque tornam essas indústrias mais competitivas”, destaca o diretor.

Entre os produtos oferecidos pelaTCS está a solução para monitoramento de máquinas. Trata-se de um hardware quevai embarcado nos equipamentos e que coleta dados em tempo real sobre ofuncionamento deles. A manutenção preditiva evita a parada da produção e perdasfinanceiras.

Outra tecnologia desenvolvidapela empresa e já implantada em fábricas, como na planta da FCA em Betim, naRegião Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), são as soluções paraautomatização de robôs colaborativos, que interagem com os funcionários nalinha de produção.

Um exemplo é um robô que, como umgarçom, “serve” os funcionários com uma bandeja de peças. Sousa afirma que, nosúltimos anos, o segmento automobilístico foi muito explorado pela empresa e,agora, a TCS pretende expandir sua atuação nos setores de mineração esiderurgia. Para esses mercados, a empresa já tem produtos como a solução demonitoramento de pilhas de eucalipto. O projeto foi desenvolvido para aVallourec, que tinha dificuldade de mensurar a quantidade de madeira que seriatransformada em carvão para abastecer seus fornos.

“A solução que oferecemos utilizadrones que permitem o monitoramento das pilhas de madeira e, consequentemente,um planejamento do consumo de carvão”, explica. Com essa expansão da carteirade clientes, a empresa pretende aumentar em 30% seu faturamento em 2019, emrelação ao ano passado.

Design thinking facilitaentrada na indústria 4.0

As três primeiras revoluçõesindustriais resultaram na automatização da manufatura, aumentando acompetitividade e inserindo a tecnologia no centro do desenvolvimentoeconômico. A quarta revolução se caracteriza por tecnologias integradas quepermitem a fusão dos mundos físico, digital e biológico. Entre as principais,estão a Manufatura Aditiva, a IA, a IoT, a Biologia Sintética e os SistemasCiber Físicos (CPS).

Com a indústria 4.0, os processosde produção tendem a se tornar cada vez mais autônomos e personalizados. Commaior eficiência, os produtos causarão impacto em todos os setores dasociedade. Entre eles estão a redução de custos, o controle sobre o processoprodutivo, o aumento da competitividade e a customização.

De acordo com estudo realizadopela DocuSign, no Brasil, 97% dos profissionais esperam que suas empresaspassem a oferecer métodos totalmente digitais. Para 51% dos entrevistados,empresas que não digitalizam processos são vistas como ultrapassadas e 83%priorizam parceiros e clientes que automatizaram seus negócios.

As tecnologias já estão alterandoo cenário produtivo de todo o mundo. Na Alemanha, por exemplo, determinadasdecisões estão sendo tomadas por máquinas, a partir da coleta de dados reais dacorporação. A digitalização também resolve um dos maiores desafios das fábricas:aumentar a produtividade sem alterar custos, sejam processuais ou gastos comtestes.

Um dos maiores desafios atuais éa exigência de resultados imediatos por meio de caminhos seguros. Para isso, odesign thinking pode ser um grande aliado para empresas que desejam passar portransformações digitais. O conceito propõe a solução de problemas de formacolaborativa, ou seja, com pessoas no centro das decisões e troca deexperiências, para que se encontrem resultados eficientes, criativos einovadores que supram as necessidades de mercado.

Por meio de etapas adaptáveis àrealidade da organização, o design thinking permite o planejamento do produto,processo ou serviço que se pretende criar ou modificar.

Empresas como o Garage Criativa,um laboratório de inovação que ajuda instituições de diferentes segmentos emsuas jornadas de transformação digital, já implementaram essa abordagem emempresas de diversos portes, obtendo sucesso em suas iniciativas.

De acordo com o cofundador doGarage Criativa, Marco Antônio, “a transformação digital exige o redesenho dalógica das organizações, que devem passar a compreender a melhor forma desuprir as necessidades de seus clientes. Para isso, é necessário realizar umtrabalho focado na cultura, em que os profissionais também deverão passar pormudanças comportamentais. O design thinking carrega pilares importantes paraque isso aconteça, como a empatia, a colaboração, a experimentação e ocomprometimento de toda uma equipe.” (Da Redação)

Assine o RSS Mais Notícias

Anterior Páginas: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo
by vm2

ABIMAQ - Associação Brasileira da Indústria de Maquinas e Equipamentos.
2019 Todos os direitos reservados.

Av. Getulio Vargas - 446 Sala 701 - CEP: 30112-020 - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3281-9518 - Fax: (31) 3284-8751
E-mail: srmg@abimaq.org.br