Buscar por:  

Assine o RSS Noticias

Voltar 11/11/2019 - Diário do Comércio

Produção avança 2,4% em MG, puxada por bens de capital

MICHELLE VALVERDE 

A produção industrial de Minas Gerais cresceu 2,4% em setembro, frente ao mês imediatamente anterior. Apesar do resultado positivo, o desempenho da indústria ainda acumula queda de 1,8% frente a setembro de 2018 e de 4,6% no acumulado dos primeiros nove meses do ano, se confrontado com igual período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada na última sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a analista do IBGE,Cláudia Pinelli, o avanço da indústria mineira, 2,4% em setembro, foiimportante e superou o índice registrado no País, que foi de apenas 0,3%.

“Embora a indústria tenharegistrado retração nos demais períodos de comparação, conseguimos observar, emsetembro, sinais positivos de avanço na indústria mineira”, explicou CláudiaPinelli.

Conforme os dados do IBGE, emsetembro, na comparação com igual mês do ano anterior, foi verificada queda de1,8% na indústria de Minas Gerais. O resultado negativo teve como influência orecuo na indústria extrativa, que caiu 13,4%, seguida pela metalurgia, comretração de 11,7%, fabricação de outros produtos químicos, 9,3%, fabricação deminerais não-metálicos, 3,4%, e fabricação de coque, de produtos derivados dopetróleo e de biocombustíveis, com queda de 9,7%.

No período, alguns setoresindustriais tiveram resultados positivos, como a fabricação de produtosalimentícios, com alta de 16,1%, fabricação de bebidas, 11,9%, fabricação deveículos automotores, reboques e carrocerias, 14,7%, fabricação de máquinas eequipamentos, 10,5% fabricação de produtos do fumo, 10,5%.

No acumulado do ano até setembro,também houve recuo nos resultados da indústria estadual, ao comparar com igualintervalo de 2018, a indústria mineira retraiu 4,6%. Já no País foi verificadaalta de 1,1%.

O resultado negativo se deve,principalmente, à queda observada na indústria extrativa (minérios de ferro embrutos ou beneficiados), que caiu 24,6%, impactada pela paralisação parcial damineração no Estado desde o rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, naRegião Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), ocorrida em janeiro. Houve quedade 18,2% na fabricação de outros produtos químicos e de 1% em produtos demetal, exceto máquinas e equipamentos.

Curingas - Os destaques positivosforam fabricação de máquinas e equipamentos, com elevação de 8,4%, seguido pelaindústria de bebidas, 7,4%, celulose, papel e produtos de papel, 5,5%, efabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com variaçãopositiva de 4,6%.

A analista do IBGE destaca que,apesar do resultado negativo nos últimos 12 meses, período em que a indústriarecuou 3,6%, a queda esta menor que a observada nos resultados de agosto,quando no intervalo, a queda estava em 3,8%.

“A redução observada no resultadonegativo já é um bom sinal. É um indicativo de que uma recuperação pode estarpor vir. Ainda é preciso ter cautela, isso, porque setembro teve dois dias amais. Precisamos avaliar se são sinais de recuperação ou influência dos doisdias a mais. Com os resultados de outubro teremos mais certeza”, explicouCláudia Pinelli.

Nos últimos 12 meses, a indústriaextrativa recuou 18,63% no Estado. Também foi verificada queda na fabricação deprodutos químicos (13,9%), produtos do fumo (1,4%), e têxteis (0,4%). Dentre ossetores que apresentaram expansão, destaque para a fabricação de máquinas eequipamentos (12,3%), celulose, papel e produtos de papel (5,2%) e fabricaçãode coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (3,4%).

Assine o RSS Mais Notícias

Anterior Páginas: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo
by vm2

ABIMAQ - Associação Brasileira da Indústria de Maquinas e Equipamentos.
2020 Todos os direitos reservados.

Av. Getulio Vargas - 446 Sala 701 - CEP: 30112-020 - Belo Horizonte - MG
Tel: (31) 3281-9518 - Fax: (31) 3284-8751
E-mail: srmg@abimaq.org.br