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Voltar 15/07/2019 - Diário do Comércio

Paralisação parcial da mineração derruba a produção em Minas Gerais

ANA AMÉLIA HAMDAN 

A produção da indústria extrativa de Minas mostrou recuo de 43,7% em maio no comparativo com igual mês do ano passado, sendo a retração mais acentuada desde a tragédia da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com isso, a produção industrial no Estado mostrou queda de 1% na passagem de abril para maio e de 2,4% na comparação com o mesmo mês de 2018.

No acumulado de janeiro a maio, aredução foi de 4,3%, enquanto em 12 meses a retração chegou a 2,1%. Asinformações foram divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia eEstatística (IBGE).

“A queda na indústria geral estámuito relacionada com a grande retração da indústria extrativa, que ainda senteo efeito do acidente da barragem em Brumadinho”, comenta a analista do IBGEMinas, Cláudia Pinelli. Além disso, segundo ela, a queda nos resultadosacumulados da indústria geral ainda indica a dificuldade de recuperação dosetor, sob influência do ambiente econômico e político que o País vive.

Por outro lado, Cláudia Pinelliindica que o resultado favorável de outros setores, como automóveis e bebidas,contribuiu para que a queda nos resultados da indústria fosse suavizada. Elaalerta, no entanto, que maio requer um cuidado extra na análise de dados, jáque a base comparativa é fraca devido à ocorrência da greve dos caminhoneirosem maio de 2018.

De acordo com o levantamento doIBGE, o resultado apresentado em Minas está pior que o nacional, que registrouqueda de 0,2% na passagem de abril para maio.

Nessa base comparativa, Minasocupa a quarta posição entre as unidades da federação que apresentaramretração, ficando atrás do Espírito Santo (-2,2%), Rio Grande do Sul (-1,4%) eSanta Catarina (-1,3%).

No País, a produção industrialregistrou alta de 7,1% na relação maio 2019/maio 2018. De janeiro a abril,houve queda de 0,7%, enquanto no acumulado de 12 meses foi registradaestabilidade (0%).

No Brasil, em maio, o destaquepositivo veio do Pará, com aumento atípico de 59,1%. Segundo o IBGE, o avançomais elevado em maio ocorreu pela retomada da produção no setor extrativo apóso maior volume de chuvas em abril.

Em Minas, a retração da indústriaextrativa foi de 43,7% na variação mensal (maio 2019/ maio 201). No acumuladodos cinco primeiros meses do ano, houve queda de 25,8%, enquanto no acumuladode 12 meses foi registrada redução de 9,3%. Outra queda acentuada veio dafabricação de outros produtos químicos, com queda de 39,7% na comparaçãomensal; retração de 17,7% no acumulado deste ano até maio e redução de 8,2% noacumulado de 12 meses.

Na base maio 2019/maio 2018,todos os demais segmentos mostraram alta, sendo a mais acentuada na indústriade veículos automotores, reboques e carrocerias, com crescimento de 35,3%. Noacumulado do ano houve alta de 5,6%, enquanto em 12 meses foi registrada quedade 1,9%.

A fabricação de bebidas registrouas seguintes altas: 32% na relação mensal; 11,4% no ano; 6,6% no acumulado de12 meses. A indústria alimentícia mostrou alta de 13,4% na relação mensal e de1,4% no ano, entretanto mostrou retração de 5,4% no acumulado de 12 meses. Aprodução de fumo subiu 6,6 entre maio 2019/maio 2018, mas registrou queda de 3%no ano e de 6,9% no acumulado de 12 meses.

No segmento de celulose, papel eprodutos de papel houve avanço de 27,5% no comparativo mensal; de 8,3% no ano ede 4,9% no acumulado de 12 meses. Quanto aos produtos têxteis, houve avanço de20,3% na relação mensal e de 1,4% no ano, mas foi registrada queda de 5,3% nos12 meses.

Transformação - Já a indústria detransformação registrou alta de 13,2% em maio no comparativo com igual mês doano passado, com elevação de 2,9% no ano e de 0,3% no acumulado de 12 meses.Fabricação de máquinas e equipamentos mostrou avanço de 24,6% no comparativomaio 2019/ maio 2018; de 10,3% no ano e de 17,5% no acumulado de 12 meses. Aindústria de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos) mostrou alta de0,7% na relação mensal, com alta de 4,4% no ano e queda de 4,4% no acumulado de12 meses.

Na metalurgia foram apresentadasas seguintes altas: 13,4% no comparativo mensal; 4,6% no ano e 4,7% em 12meses. Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e debiocombustíveis teve alta de 4,9% na relação mensal; de 1,8% no ano e de 5,2%no acumulado de 12 meses. Fabricação de produtos de minerais não metálicostiveram alta de 13,5% na relação mensal; de 3,6% no ano e de 3,6% no acumulado.

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