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Voltar 16/03/2011 - Valor Econômico

Companhia da Cosan Inicia Operação de Transporte de Açucar

Conforme Júlio Fontana Neto, presidente da Rumo Logística, escoamento de açúcar por trilhos vai se expandir 
Mesmo antes de acertar a entrada de um sócio investidor, que está para ser definido nas próximas semanas, a Rumo Logística, atualmente controlada 100% pelo grupo Cosan, já está nos trilhos. A empresa, voltada para o transporte ferroviário de açúcar entre o interior de São Paulo e o porto de Santos (SP), já começou suas operações no início deste mês, utilizando os trens e vagões da ALL, informou ao Valor o presidente da companhia, Júlio Fontana Neto. 

A empresa negocia a entrada de um sócio estratégico, que poderá ficar com até 35% do seu capital, segundo anúncios anteriores. Há conversas adiantadas com dois possíveis parceiros ligados à área de infraestrutura, mas o grupo adiantou que poderá tocar o negócio sozinho, caso um acerto não se concretize. Fontana evita fornecer informações dessa operação. 

A meta é movimentar 10 milhões de toneladas de açúcar por safra - um terço da produção total do Centro-Sul do país - até 2013, e atingir entre 15 e 18 milhões com futuros aportes, atingindo um faturamento na casa dos US$ 500 milhões. Neste primeiro ano de operação, a Rumo planeja movimentar 5 milhões de toneladas de açúcar por meio ferroviário. Fontana, que por 12 anos presidiu a MRS Logística, está à frente desse projeto ambicioso. 

A Rumo tem pressa. Prova disso é que a empresa já deu partida às encomendas de 50 locomotivas e 729 vagões, que somam aportes de cerca de R$ 430 milhões. A fábrica da GE em Contagem (MG) será responsável pelas locomotivas. As empresas Maxion e Randon vão entregar os vagões, na proporção dois terços e um terço cada, respectivamente. "Vamos receber 32 locomotivas ainda este ano e outras 18 até o fim do primeiro semestre de 2011", afirmou o executivo. 

Segundo ele, originalmente se previa 78 locomotivas usadas, de 3 mil HP de potência cada. Decidiu-se mudar para 50 máquinas de 4,4 mil HP, de corrente alternada, zero km. "Teremos vantagens como redução no consumo de combustível, menos emissão de poluentes, entre outras", explicou. 

No segundo semestre do próximo ano, o executivo pretende estar com toda a frota operando a 100%. E espera que os investimentos na melhoria e duplicação da via férrea, incluindo duplicações de trechos, estejam bem avançados. 

A companhia já fez os pedidos de licenças ambientais para duplicação de trechos da ferrovia que interliga a cidade paulista de Itirapina a Santos, que soma 330 km, e para a construção de um grande terminal de captação de cargas em Itirapina. A empresa ainda dispõe de centros de captação em Sumaré (Airosa Galvão) e Pradópolis. O de Sumaré teve seu trecho de 180 km duplicado. "Os caminhões deverão trazer açúcar de um raio de 300 km desses centros para que o produto possa ser escoado via ferrovia até Santos". 

Atualmente, cerca de 15% da produção de açúcar do país é escoada por trens. Os caminhões respondem por 85% do transporte da commodity até os portos. No futuro, essa equação deverá se inverter. Segundo Fontana, entre 30% e 35% do volume escoado pela Rumo virá da produção de açúcar da Cosan. Dois terços virão de outros produtores da commodity. 

A empresa deu partida no dia 6 de janeiro, de dois pontos: da usina São Martinho, instalada em Pradópolis, até Santos, saíram 24 vagões com 80 toneladas cada um; de Sumaré partiu uma composição de 70 vagões. 

O projeto da Rumo está orçado em R$ 1,2 bilhão, dos quais cerca de 80% serão financiados pelo BNDES, por meio da linha Finame, com juros de 4,5% ao ano, por 10 anos, com dois de carência. 

Com a primeira fase do projeto, ficada no material rodante já definida, a segunda etapa, denominada via permanente, deverá ganhar impulso a partir de 2011. O projeto todo inclui também aportes nos dois terminais da Cosan - Teaçu e Cosan Operadora Portuária, ambos em Santos, que deverão ser feitos conforme as operações avancem. 

Mônica Scaramuzzo e Ivo Ribeiro, de São Paulo 
Anna Carolina Negro


by vm2

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